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A natureza de Deus

A natureza de Deus
   "Quão maravilhosas são as criações do Eterno, somente HASHEM ULHIM, poderia criar algo tão belo , como o por do sol."

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Pastor Presidente

Pastor Presidente
  Pr. Wagner Pileggi  Fundador e Presidente da Igreja Sacerdotes Messianicos , Ministerio de Jaboticabal ;  fez o curso de Fundamentos Básicos da Fé ( Igreja Batista Peniel ) , o  Médio em Teologia (  Seminario Internacional de  Teologia ) ,  O Bacharel em...

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Textos Polêmicos no meio evangelico e pentecostal

 

Um dos textos que realmente causa muita polêmica na Bíblia Sagrada é o texto de 1 Coríntios 14. 34, que diz: “conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina.”. Muitos aproveitadores utilizam este texto, interpretado de forma isolada, para atacar a Bíblia Sagrada como preconceituosa e também muitas mulheres se sentem menosprezadas por não terem o entendimento correto do real significado do que Paulo quis transmitir aqui.No contexto em que está inserido esse verso, Paulo trata de um culto confuso que está sendo prestado a Deus na igreja de Corinto por causa de um exercício incorreto dos dons (1 Co 14. 26-32). São vários os problemas ali e Paulo trata os principais, dando ordens para que houvesse ordem e decência no culto para que todos fossem edificados (1 Co 14.40). E é nesse contexto que Paulo parece trabalhar um problema existente ali na igreja de Corinto que envolve algumas mulheres.

Possivelmente se tratava de alguma intrusão não autorizada de algum grupo de mulheres nos cultos da igreja e que causava problemas no culto. Observe que no verso 35 Paulo estabelece que as mulheres consultem, em casa, seu marido: “Se, porém, querem aprender alguma coisa, interroguem, em casa, a seu próprio marido; porque para a mulher é vergonhoso falar na igreja.” (1Co 14. 35).

Paulo não deixa claro, por exemplo, sobre as que são solteiras e que não têm marido para consultar em casa, ou seja, não parecem estar incluídas nesse sermão de Paulo. Por isso, é bem mais provável que essa palavra seja para algum grupo específico de mulheres que estava causando desordem naquela igreja, e não uma ordem de Paulo que proíbe todas as mulheres em todas as épocas de falar qualquer coisa na igreja.

Colabora com esse pensamento o fato de Paulo ter falado em 1 Coríntios 11. 5  que “Toda mulher, porém, que ora ou profetiza com a cabeça sem véu desonra a sua própria cabeça, porque é como se a tivesse rapada.”. Observe que nesse texto não existe a proibição da mulher falar. Inclusive relata mulheres que oravam e profetizavam em público. Ao que parece essas práticas de oração e pregação da palavra eram feitas nos cultos ou em reuniões da igreja, o que incluía a participação das mulheres de alguma forma. Esse fato fortalece ainda mais a ideia de Paulo estar tratando um problema pontual da igreja de Corinto.

Assim, não há motivo para que as mulheres fiquem ofendidas com tal palavra do apóstolo. As mulheres podem sim ser muito usadas por Deus em diversos ministérios da igreja, inclusive falar na igreja, sem problema algum, claro, da mesma forma que para os homens, que sejam palavras embasadas na Escrituras Sagradas com ordem e decência.

O princípio que Paulo trata da ordem e decência, da edificação mútua e da fidelidade às Escrituras são diretrizes para todos os cristãos em todos os tempos. Mulheres e homens que falam o que não devem na igreja, que não têm zelo pelas Escrituras Sagradas, que causam confusão e não edificação no culto, devem ficar calados.

Os versos 34-36 de 1 Coríntios fazem parte da seção sobre a ordem no culto (14:26-40), e devem ser analisados à luz desse contexto. Ao olharmos essa seção, podemos ver o que estava perturbando a adoração pública na igreja de Corinto: (1) muitas partes e muitos oradores em um mesmo culto – 14:26; (2) diversas pessoas falando em línguas estrangeiras, ao mesmo tempo e sem intérprete – 14:27, 28; (3) vários profetas tentando transmitir sua mensagem, e todos ao mesmo tempo – 14:29-33; e (4) mulheres falando e perguntando durante o culto – 14:34, 35.

Reconhecemos que poucos versos bíblicos têm causado tanta discussão quanto esses, dirigidos à igreja de Corinto. Mas devemos estar certos de uma coisa: quando Paulo fala contra determinada prática na igreja é porque a mesma estava sendo prejudicial à comunidade cristã. E esse é o caso das mulheres falarem na igreja de Corinto.

Como se sabe, as mulheres no tempo de Paulo não falavam em público.

Então, o evangelho chegou à importante cidade de Corinto e muita gente se converteu, inclusive mulheres. Parece que elas interpretaram mal as palavras de Paulo de que “onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (2 Co 3:17), e acharam que essa liberdade cristã lhes dava o direito de romper com os costumes aceitos pela sociedade em que viviam.

Essa prática de mulheres falarem no culto, nos dias de Paulo, era considerada “indecorosa” ou “vergonhosa” (14:35) “porque os costumes dos gregos e judeus ordenavam que as mulheres se retirassem quando se discutiam assuntos públicos. A violação desse costume era considerada uma desonra e estava trazendo vergonha para a igreja” (F. D. Nichol, Comentário Bíblico Adventista del Séptimo Dia, v. 6, p. 788).

As mulheres eram tidas em baixa conta, não só entre os gregos, mas também entre os judeus. “Muitos rabinos duvidavam que as mulheres tivessem alma. Se um escravo do sexo masculino podia ler as escrituras na sinagoga, uma mulher judia não tinha permissão para tanto. Nenhuma mulher podia freqüentar as escolas de teologia. Na realidade, os rabinos afirmavam: “É preferível queimar a lei a ensiná-la a uma mulher!” (R. N. Champlin, O Novo Testamento Interpretado, v. 4, p. 230).

Quando Paulo diz que às mulheres “não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina” (14:34), ele tem em mente a lei mosaica como um todo, especialmente Gênesis 3:16 e Números 30:8-12, passagens que fazem a mulher depender totalmente do marido, por estar sujeita a ele.

1 Coríntios 14:35 diz que, se a mulher quisesse aprender alguma coisa, perguntasse em casa ao marido. O fato é que nas sinagogas os homens podiam disputar, dialogar e fazer perguntas, as mulheres não. Fazer isso seria considerado ousado demais para os costumes dos judeus e gregos da época de Paulo.

Palavras tão enfáticas quanto às de 1 Coríntios 14:34, 35 são as de 1 Timóteo 2:11, 12: “A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão. E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio.” A sociedade daquele tempo esperava que o homem ensinasse e a mulher aprendesse. Pelo visto, se uma mulher pretendesse ensinar, isso seria considerado como desempenho de um papel masculino e uma usurpação em relação ao papel do homem (O Novo Testamento Interpretado, v. 4, op. cit, p. 231). É nesse contexto que as palavras do apóstolo Paulo devem ser entendidas, e não à luz dos costumes de hoje, especialmente nos países ocidentais, onde as mulheres atuam, praticamente, em todas as áreas, e isso não é considerado “vergonhoso”, nem “indecente”.

O problema em Corinto parece que tinha mais que ver com a fala das mulheres no culto público. Elas deviam ficar caladas “na igreja” (14:34), pois, pelo que podemos perceber ao longo das páginas do Novo Testamento, elas poderiam falar em reuniões particulares, até mesmo ensinando, como aconteceu com Priscila, que, juntamente com o marido Áquila, ensinou, com mais exatidão o “caminho de Deus” a Apolo (At 18:24-26). Também digno de menção é o nome de Febe, diaconisa de Cencréia, um porto de Corinto, provável portadora da epístola de Paulo aos Romanos (ver Rm 16:1). O fato de ela ser uma “diaconisa” (no grego diákonos) pode indicar sua participação ativa, usando a voz na pregação do evangelho, tal como os diáconos escolhidos pela igreja em Atos 6, dentre os quais se destacam Estêvão, que pregava o evangelho com palavras cheias de sabedoria e poder do Espírito Santo (At 6:10) e Filipe, o evangelista (At 8:4-8; 21:8), cujas quatro filhas eram profetisas (At 21:9).

E hoje, como aplicar as palavras de Paulo quanto ao silêncio das mulheres no culto público? Como os tempos mudaram e a situação das mulheres na sociedade também (ao menos nos países ocidentais), devemos atentar agora ao princípio que está contido nas palavras do apóstolo aos gentios, que é o de se buscar a decência e a ordem (I Co 14:40) em tudo quanto fizermos, especialmente no culto, “pois Deus não é Deus de confusão” (I Co 14:33). E isso vale tanto para as mulheres quanto para os homens.

E, por último, uma palavra de apreço às mulheres por sua inestimável atuação em todas as áreas, especialmente às professoras (de ensino religioso, na igreja, e de matérias seculares nas escolas) e outras que lideram departamentos da igreja.

    Obs: esta explanação foi retirada do site www.elizeualfaia.blogspot.com , gostaria de comentar alguns pontos com relação ao contexto da epoca , em que viveu Paulo ( Shaul ). Primeiro fator também a se levar em consideração é que naquele periodo historico as mulheres em sua maioria não sabiam ler ou escrever , até entre os homens alguns eram analfabetos, poucos tinham algum tipo de instrução  academica, porisso os judeus aprendiam a Tora , decorrando os textos nas sinagogas, alias foram os fariseus que começaram a ensinar e alfabetizar o povo , ensinando também a estudar as Escrituras, a famosa oração do Pai Nosso , que Yeshua (Jesus) ensinou seus talmidim(discipulos) é uma prece cem por cento farisaica, pois a familia de Yeshua eram membros  da facção religiosa dos fariseus, este tema irei ministrar em outra ocasião mostrando nas Escrituras Sagradas esta verdade , que muitos crentes ou cristãos ignoram por puro orgulho denominacional e seu preconceito antisionista.

Precisamos também ver a tradução correta do original: ICorinthios 14:34-35

"" As vossas mulheres ( esposas ) estejam em reverência nas congregações ; porque não lhes é permitido fazer barulho ( ensurdesedor ): mas estejam sujeitas ( a ordem e a decência do culto ) como também nos ordena a Torah. ""

"" E, se querem ensinar alguma coisa ( em relação as Escrituras ), ( é permitido exercer esta função )  em sua casa , tende paz com vossos maridos; porque é vergonhosa para a kerila ( assembleia, congregação , igreja ) a confusão, a falta de disciplina nos cultos. ""

Tradução do original de I Timoteo 2:11-12

"" Seja todo o ensinar da mulher com calma e com alegria, com toda a sujeição e submissão ( a liderança virgente ).""

""Não permito , porém que a esposa traga queixa do marido, ( com relação a sua submissão estabelecida no inicio da criação )mas esteja calma em shalom , paz .""

Os amados irmãos no mashiah Yeshua , podem perceber que atraves do original em hebraico e aramaico, tanto Paulo como Timoteo jamais proibiram as irmãs em exercerem seus ministerios, na caso do Senhor D'us. Ao contrario eles encentivavam as mulheres a trabalharem na seara, seguindo o exemplo dado pelo Senhor Yeshua, que apos sua ressureição , escolheu como as primeiras evangelistas, mulheres ,venha bem não foi apenas uma irmãs , confira em sua Bíblia as passagens de João 20: 11-17; Matheus 28:1-11 ; Lucas 14: 1-5 ; Marcos 16:9-11 .

Este assunto gera muita discordia nos meios cristão evangelicos, principalmente as facções pentecostais de tendençias radicais , onde vê em tudo pecado. Este grupo de irmãos não aceitam a verdade, mesmo mostrando nas Escrituras seu erro doutrinario; eles preferem ficar no engano, numa visão arcaica e preconceituosa. Que o Eterno tenha missericordia e compaixão deste grupo fundamentalista, poderia continuar, mas irei terminar por aqui, talvez em outra oportunidade estudaremos mais aprofundado sobre este tema. Se algum irmão se sentiu ofendido, sinto muito, mas a verdade tem que ser ensinada e restaurada no meio do povo de D'us, fiquem na paz e no amor de Yeshua Ha Mashiach.

 

Complemento sobre o papel da mulher na igreja , relacionado ao acrescimo no original citado por Shaul ( Paulo )

As alterações nos textos do NT envolvendo mulheres:

 

Uma das mais importantes passagens na discussão contemporânea sobre o papel das mulheres na igreja encontre-se em I Corintios 14:33-36. A passagem, tal qual traduzida na maioria das edições modernas da bíblia, diz o seguinte: - I Corintios 14: 33 "porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos. V.34 as mulheres estejam caladas nas igrejas; porque lhes não é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. V.35 e, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é indecente que as mulheres falem na igreja. V.36 porventura saiu dentre vós a palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós?

 

A passagem parece ser uma proibição direta: as mulheres não devem falar (não podem ensinar) na igreja, muito semelhante à passagem de I Timoteo 2:11-15. Como vimos, contudo, os pesquisadores estão convictos de que Paulo não escreveu a passagem de I Timóteo 2:11-15, porque ela ocorre em uma carta que parece ter sido escrita por um seguidor de Paulo de segunda geração, que teria atribuído a carta ao apóstolo. Mas não há dúvidas que Paulo tenha escrito I Corintios. Contudo, pairam dúvidas sobre essa passagem. Pelo que se sabe, os versículos em questão (34-35) estão embaralhados em alguns de nossos mais importantes testemunhos. Em três manuscritos gregos e em alguns testemunhos latinos, eles não se encontram aqui, depois do versículo 33, mas depois do versículo 40.

 

A bíblia de Jerusalém diz assim em sua nota de rodapé: “Os versículos 34-35, que alguns manuscritos colocam depois do versículo 40, são acréscimos pós Paulino.”

 

Esse deslocamento de texto em vários manuscritos levou alguns pesquisadores à conclusão que esses versículos não foram escritos por Paulo, mas originados de uma espécie de nota marginal acrescentada por um copista, provavelmente influenciado por I Timoteo 2:11-15.

 

Precisamos analisar brevemente várias outras mudanças textuais semelhantes. Uma delas ocorre em uma passagem que já mencionei, Romanos 16:7, na qual Paulo fala de uma mulher, Júnia, e de um homem, que devia ser seu marido, Andrônico, aos quais o apostolo se refere como “apóstolos eminentes” (versículo 7). Trata-se de um versículo significativo, porque esse é o único lugar no Novo Testamento no qual uma mulher é citada como apóstola. Os interpretes ficaram tão impressionados com esse trecho que muitos deles passaram a sustentar que ele não podia significar o que dizia, para, desse modo, poder traduzir o versículo como chamado "Junias", que, juntamente com seu companheiro, Andrônico, era elogiado como apóstolos. O problema com essa tradução é que, enquanto Júnia era um nome feminino muito comum, não há indicio no mundo antigo de “Junias” como um nome masculino. Paulo está se referindo a uma mulher chamada Júnia, mesmo que alguns tradutores bíblicos modernos (dê uma olhada na sua bíblia!) Continuem a se referir a essa apóstola como se ela fosse um homem chamado Júnias.

 

A diferença é tão sutil que as pessoas quase não percebem. Voltando ao estudo: alguns copistas também devem ter tido dificuldades em atribuir apostolicidade a essa mulher desconhecida e, por isso, fizeram uma sutil mudança no texto para evitar o problema. Em alguns de nossos manuscritos, em vez de dizer: “saudai Andrônico e Júnia, meus parentes e companheiros de prisão, eminentes apóstolos”, o texto é mudado para se tornar mais fácil de traduzir:

 

   Romanos 16:7 - “Saudai Andrônico e Júnia, meus parentes; saudai também meus companheiros de prisão, apóstolos eminentes”

Com essa mudança textual acrescentada, ninguém precisa mais se preocupar com o fato de uma mulher ser citada em meio ao grupo apostólico de homens, puro preconceito contra as mulheres.

 

 

 


Transcreverei varios estudos sobre a origem da Peshita e sua importancia para termos uma visão mais clara e abrangente das Escrituras Sagradas.Contudo precisamos deixar de lado nosso preconceito denominacional e arrogancia religiosa, se quisermos crescer no conhecimento ;irmãos vamos abandonar esta atitude existente no meio cristão evangelico, principalmente os pentecostais de tedencias radicais e fundamentalista, das caças as bruxas que tem ocorrido nestes dias com relação as novas traduções , e não estão de acordo com as doutrinas pregadas pelas denominações .
 

A Bíblia da Igreja Sírio-Ortodoxa é conhecida como Peshitta. Ela foi preservada milagrosamente da destruição até chegar ao ocidente no século XIX. É a versão padrão da Bíblia cristã no siríaco (ou aramaico), língua utilizada de Yeshua ( Jesus ), da sua mãe e dos seus discípulos, nas igrejas de herança síria. 

Enquanto a maior parte da igreja primitiva (ocidental) optou pela Septuaginta Grega, ou traduções, a partir dela, do Antigo Testamento, as igrejas siríacas tiveram seu texto traduzido diretamente do hebraico por volta do segundo século. Já o Novo Testamento da Peshitta tinha-se tornado o padrão até o início do quinto século, substituindo as duas primeiras versões Siríacas dos Evangelhos.

O novo filme de Mel Gibson, “A Paixão de Cristo”, filmado inteiramente em aramaico (a língua falada por Cristo) e o latim, acabou por se revelar um grande sucesso de bilheteria. Aliás, espera-se que haverá um interesse interesse pela língua aramaica! O que é desconhecido por muitos ainda hoje é que o Siríaco (dialeto aramaico) ainda é utilizado nos rituais da Igreja Sírian Ortodoxa (ISOA)do Patriarcado Sírio-Ortodoxo de Antioquia.

Os exemplares da Bíblia, com exceção dos perganinhos do Mar Morto, são o Codex Vaticanus, conservado na Biblioteca do Vaticano e do Codex Sinaiticus ,no Museu Britânico. Mas a Igreja Anglicana obteve no século XIX, as cópias da Bíblia aramaica de Kerala, que se supõe ter sido tão antigas quanto às cópias preservadas no Vaticano e em Londres. Estes tesouros nacionais indianos estão agora na Universidade de Cambridge, no Reino Unido.

A Bíblia foi escrita originalmente em aramaico, hebraico e grego. No início do quinto século EC, São Jerônimo a traduziu totalmente para o latim. Embora esta versão da Bíblia, conhecida como Bíblia Vulgata, seja a principal versão majoritária utilizada pela Igreja Católica Romana (ICAR), existe outra versão guardada por um ramo do Cristianismo que tinha se estabelecido em Antioquia, na Síria. Sua versão da Bíblia supõe-se ter sido levada a Malabar, na Índia, com o Cristianismo no primeiro século EC. Para este lugar, conforme a tradição, dirigiu-se Mar Thoma (São Tomé), um dos doze apóstolos de Cristo. [...]

A comunidade cristã indiana em Malabar utilizou-se, desde o início, a versão da bíblia siríaca. Contudo, com a chegada de portugueses católicos romanos, em 1498, à Índia, apesar de ficarem felizes por encontrar uma comunidade cristã nativa em Malabar, se propuseram eliminar a influência do Patriarca de Antioquia da Igreja Indiana e pretendiam que os cristãos indianos transferissem sua aliança para o Papa, em Roma. Isto provocou conflitos freqüentes entre os portugueses e a comunidade cristã indiana em Malabar, ao ponto de, em 1599, intentarem a destruição da "Bíblia siríaco-aramaica". 

O clero siríaco não tinha suspeitado das más intenções dos portugueses, além de não conseguir salvar algum dos livros teológicos. Mas, providencialmente, o comunicado do Arcebispo Português Menezes de Goa de trazer volumes teológicos a Uday-Amperor, não havia chegado a uma das igrejas remotas da montanha do centro de Malabar. Por isso, uma cópia da versão siríaca da Bíblia escapou da destruição! Mais tarde, esta cópia passou a ser o mais preciso volume da Igreja Síria na Índia e um véu de segredo rodeou esta Bíblia, que estava "perdida". Seu paradeiro é pouco conhecido nos escalões superiores da Igreja Síria Ortodoxa. [...]

Para a Índia, é uma questão de grande orgulho que este país - cujas principais religiões incluem o Hinduísmo, o Islamismo, o Cristianismo, o Budismo, Jainismo e o Sikhismo, e o último refúgio do Zoroastrianismo e da fé judaica na Ásia -, tenha sido também o país onde tais cópias raras da Bíblia foram conservadas com êxito ao longo de séculos, até mesmo antes da Europa aceitar o Cristianismo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BARRERA, Julio Trebolle. A Bíblia Judaica e a Bíblia Cristã. Introdução à história da Bíblia. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 1999.
SWAMY, K. R. N. The lost Aramaic Bible of Syrian Christians of Kerala. In. . Trad. Allan G. Araujo. Acesso em 11 abril de 2004. 

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