BRUCHIM HABAIM, abençoados os que chegam ou Bem - vindo ao nosso site

 Nota Explicativa : Os conteúdos deste Website é de autoria e responsabilidade do Pastor e Teólogo Wagner Pileggi , as materias e opiniões , que forem de terceiros  , terá o nome transcrito no rodapé da pagina .

 Também gostaria de esclarecer que ao me referir a Jesus Cristo , usarei seu verdadeiro nome judaico, uma vez que o Senhor foi e continua sendo judeu , em vez de Jesus que é latino , usarei os nomes hebraicos Yahoshua , Yehushua , Yeshua , Yahushua , ou Yashua pois era assim que os apostolos e todo o Israel chamavam ao Senhor , e em vez de Cristo que é grego usarei a palavra hebraica Mashiach.

Ao me referir ao Tetragrama Sagrado( YHWH)  ,usarei Hashem , Adonai , Eterno,Yaho,Yehua e a palavra Deus escreverei  com um apóstrofo , que é um sinal em  forma de vircula alceada , para indicar supressão da vogal e ficando D'us

Obs: não é errado usar o termo Deus.

 

 

Queremos dar as Boas Vindas a todos os nossos leitores.
Que o Eterno de Israel possa abençoar a vida de cada um de vocês.
 

 


Visite nosso segundo website clicando neste endereço :  sacerdotesmessianicos.simplesite.com
 
 

 


Novidades

03/02/2010 15:45

DISCIPULO

 Ser um discípulo , é muito mais que apenas ser adepto de um conceito filosófico , a palavra discípulo em hebraico é Talmidim ,um talmidim era alguém que abandonava tudo para seguir o exemplo de seu mestre , contudo antes eles observavam cuidadosamente seu futuro mestre , sua contuda perante a...

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01/02/2010 23:02

Site lançado

Louvamos a D'us , pelo lançamento do Website, da Igreja Sacerdotes Messianicos ,para que todos os visitantes, conheçam este novo empreendimento evangélico .  Este projeto faz parte do chamado Divino , em abençoar todos os povos , através  das mensagens , dos pedidos de oração ,enfim de...

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  A Degradação religiosa e politica das denominações pentecostais

 

Estamos vivendo hoje,periodos de grandes dificuldades,proveniente de um governo corrupto e imoral. A nossa nação perdeu toda a sua soberania, nos tornamos uma  colonia de Cuba,toda a riqueza ,fruto de anos de luta e independencia,foi lançado na latrina da ditatura comunista. Os politicos que foram eleitos pelo povo para serem oposição, uma muralha contra a falta de etica , uma baliza da verdadeira democracia, se venderam, até a bancada evangelica se vendeu,preferindo os manjares de Babilonia, os prazeres do Egito, ser chamado de filho da filha de faraó.

Jamais em toda a historia do Brasil,deste o seu descobrimento por Pedro Alvares Gabral, até hoje, teve um governo cem por cento corrupto,que só defende bandido,tirando todo o direito do cidadão honesto,trabalhador,que paga altos imposto , para sustentar um covil de chagais. A quase quatorze anos a liderança politica e todo o estado aparelhado pelo PT, estão apoiando a vinda do anti messias ou anti cristo; o Brasil já tem um pacto com o diabo e seu maior representante o anti cristo.

Não somemte a liderança politica e civil, tristemente muito lideres eclesiasticos venderam sua alma,trocaram sua primogenitura,sua salvação por um prato de lentilhas,como Esaú fez, se aliaram a um governo antisemita,anticristão,contrario a tudo o que a Bíblia ensina e defende, a etica, a familia funcional,o direito de propriedade,o trabalho honesto,salarios dignos, justiça ,punindo o transcressor e defendendo a vitima e sua familia,justiça social,  a favor de uma vida de santidade contra o pecado, a imundicie.

Por todo este triste quadro, está por vir tempos de sofrimento e persequição contra a igreja, e todo aquele que tem fé em Deus,contudo o Eterno não ficará de mãos atadas, Ele trará seu julgamento a esta nação,os juizos contidos nas Escrituras Sagradas. Não sou pessimista,mas realista devido a tudo o que tem ocorrido em nossa Patria; o que irá nos fortalecer é a nossa fé , a nossa esperança , a nossa crença em um unico e verdadeiro Deus, criador de todo o universo, aquele que se assenta no trono de gloria, tendo a Terra como estrato de seus pés,este Deus irá fazer justiça, e punir os pecadores, todo individuo que tem prazer na iniquidade, fazendo um pacto com o governo do anti messias.

 

 


 Palavra de suma importancia e urgencia.

 

Devido ao triste fato que tenho observado nestes dias, em que muitos crentes que se autodenominam como os grandes defensores da fé cristã, como certos centros de pesquisas cristã , que se consideram os juizes da igreja cristã e evangelica, chamando os outros irmãos de hereges por possuirem uma doutrina contraria ao status atual da cristandade, por serem contrarias a suas crenças denominacionais.

Estes  pastores, teologos, membros radicais em seus conceitos , na realidade estão sendo guiados pelo espirito do imperador Constantino, que perseguiu e matou os irmãos de crenças contraria ao dogmas estabelecidos nos concilios eclesiasticos .Hoje podemos ver de forma clara que estes irmãos e todo instituto que se julgam os unicos com a verdade biblica, criticando, difamando, estão realizando uma verdadeira caças as bruxas.

Postando videos, mensagens na internet chamando algumas traduções da biblia de falsa e hereticas, como por exemplos  a tradução da biblia TEB ,a biblia judaica , a bíblia de estudo Almeida, a bíblia de estudo Aplicação Pessoal, a bíblia Dark, a Peshita e outras versões, transcrevo abaixo um excelente estudo sucinto, sobre este tema das traduções, não existe nenhuma tradução no meio cristão evangelico que não seja influenciado pela crença teologica do tradutor e de sua denominação, além de forma inconciente um espirito antissemita ou anti sionista.

Com execão da biblia judaica ,a bíblia israelita e a bíblia hebraica que tem restaurado o contexto judaico em que viveu Yeshua e seus Apostolos e toda a comunidade messianica do primeiro e segundo seculo depois da era comum.

 

Vislumbrando a influência de posições ideológicas nas traduções da Bíblia: um estudo de caso a partir de uma análise de um excerto do Evangelho de Lucas
 
Marcelo Raupp Doutorando - Universidade Federal de Santa Catarina mrraupp@yahoo.com.br
 
 
 
Resumo: Com vistas a fornecer um vislumbre de que as traduções da Bíblia não estão imunes aos pontos de vista dos seus idealizadores, este artigo visa pôr em evidência algumas posições ideológicas que podem ser observadas na tradução do Evangelho de Lucas, capítulo 23, versículo 43, tomando como objeto de análise cinco versões brasileiras da Bíblia feitas por grupos religiosos distintos.

 

 

 

Considerações preliminares
 
Afirmar que a Bíblia é o livro mais traduzido na história da humanidade é explicitar o óbvio. De acordo com Engler (2009, p. 232), essa obra já está disponível, no todo ou em partes, em quase 2500 línguas, e não seria exagero dizer que a quantidade de traduções aumenta a cada dia. Conforme observa Torre (2001, p. 17), se levarmos em conta que nenhuma outra obra de alcance mundial conseguiu, durante tanto tempo, ser traduzida para tantas línguas e culturas, parece não haver problemas em considerar a Bíblia como ocupante de um lugar de primeiríssima ordem na história da tradução.  No que se refere especificamente ao contexto brasileiro, hoje podemos encontrar uma série de traduções da Bíblia, destinadas a toda espécie de públicoalvo. No entanto, ainda que nem todos os leitores tenham consciência, é fato que os projetos de tradução da Bíblia foram e ainda são executados por indivíduos ligados a entidades religiosas que professam credos específicos, as quais certamente já possuem uma postura ideológica1 consolidada no que diz respeito à maneira de encarar e interpretar o seu texto fundador.  Konings (2009, p. 123), ao discorrer sobre esse fato, bem observa que os tradutores da Bíblia podem projetar no seu trabalho o efeito que gostariam que fosse suscitado no leitor, mesmo quando esse não foi o efeito original do texto fonte. Gohn e Nascimento (2009, pp. 7-8) chamam tal fenômeno de manipulação do texto bíblico, informam que é praticado tanto por fundamentalistas quanto por revolucionários e que, acima de tudo, exige uma atenção redobrada do leitor, pois a manipulação ocorre, na maioria das vezes, através daquilo que se privilegia nas diferentes traduções.  Aliás, mencione-se que essa manipulação de que falam Gohn e Nascimento parece nada mais ser do que um dos aspectos inerentes ao processo tradutório na sua totalidade, conforme postula Pagano (2003, p. 15), ao pontuar que
 
[...] os objetivos pretendidos, o público-alvo, a função que se busca atribuir ao texto traduzido e outros fatores, mercadológicos ou não,[...] participam das decisões a serem tomadas na criação de um texto numa nova língua e cultura. 
 
Quanto aos fatores que impactam especificamente nas traduções da Bíblia, podemos aplicar a seguinte constatação de Carson (2008, p. 16):
 
[...] é muito angustiante perceber quantas diferenças existem entre nós com relação ao que a Bíblia realmente diz. [...] O fato é que, em meio aos que creem que os [...] livros canônicos são nada menos que a Palavra de Deus escrita, há uma incômoda lista de opiniões teológicas mutuamente incompatíveis.
 
 Nessa mesma linha, podemos também aplicar a seguinte constatação de Rothe-Neves e Gohn (2005, p. 136): 
 
[...] por força do valor atribuído aos textos bíblicos, para que a ‘mensagem’ adquira valor universal, tornou-se necessário diminuir o papel do contexto sócio-histórico do texto original, em favor de suas interpretações teológicas. 
 
E um dos resultados disso tudo é apontado por Couto (2007, p. 97), o qual informa que, com o auxílio de várias tecnologias, foi possível detectar em uma série de traduções da Bíblia disponíveis atualmente cerca de oitenta mil diferentes manipulações e modificações em pontos relevantes.  Diante disso, parece ser então utópico acreditar que as escolhas lexicais e as estruturas morfossintáticas de determinadas passagens de uma tradução bíblica não reflitam, em alguma medida, as ideologias dos seus patrocinadores, já que, além dos fatores apontados por Pagano acima, é fato que o processo tradutório da Bíblia não ocorre no vácuo, pois certamente está sujeito a influências confessionais, teológicas e hermenêuticas, típicas em contextos religiosos, as quais podem aparecer sob múltiplas e variadas formas no texto alvo, o que contribui para que a tradução adquira um viés doutrinal e teologicamente direcionado, que acaba vinculando o texto na língua de chegada a uma tradição interpretativa que muita vezes não pode ser apoiada pelo texto fonte.  Isto posto, com vistas a fornecer um vislumbre de que as traduções da Bíblia não estão imunes aos pontos de vista dos seus idealizadores, pretendemos, com este artigo, pôr em evidência algumas posições ideológicas que podem ser observadas na tradução do Evangelho de Lucas 23:43, tomando como objeto de análise cinco versões brasileiras da Bíblia feitas por grupos religiosos distintos. Tal passagem foi escolhida porque é uma das que mais tendem a gerar controvérsias no que diz respeito à interpretação mais adequada, algo que se reflete no processo tradutório, deixando marcas ideológicas no texto meta, conforme procuraremos demonstrar. Nas seções 2 e 3, a seguir, constam o nosso embasamento teórico, que tanto fornece subsídios conceituais quanto serve de preparação para a seção 4, a qual traz nossa análise propriamente dita. No que diz respeito ao corpus, procuramos considerar as traduções mais bem conceituadas feitas pelas principais comunidades religiosas que usam a Bíblia como regra de fé. Vejamos quais foram:
 
1. Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas (1986) – doravante TNMES: Testemunhas de Jeová. 2. Tradução Ecumênica da Bíblia (1994) – doravante TEB: todos que usam a Bíblia como regra de fé. 3. Tradução de João Ferreira de Almeida, edição corrigida e revisada (2006) – doravante TJFA: cristãos protestantes. 4. A Torah e a Berith Hadashah (2009) – doravante TBH: judeus messiânicos, ou seja, aqueles que acreditam ser Jesus de Nazaré o messias que viria ao mundo para redimir a humanidade. 5. Tradução dos Monges Beneditinos de Maredsous (2010) – doravante TMBM: cristãos católicos.
 
1. As escolhas e decisões do tradutor e as marcas ideológicas no texto de chegada
 
 À primeira vista, a eleição antecipada de uma determinada estratégia ou procedimento de tradução (literal ou livre, por exemplo) pode dar a entender que o tradutor terá controle sobre o processo tradutório. Superficialmente, isso até procede. No entanto, há boas razões para crer que esse controle não é absoluto, pois, ao que tudo parece indicar, o tradutor é influenciado por uma série de fatores internos e externos que condicionam e ao mesmo tempo definem sua maneira de traduzir, pois não restam dúvidas de que transportar um texto de uma língua para outra é uma imbricada atividade que envolve interpretação, transmutação, preenchimento de lacunas, produção de significados e, principalmente, apropriação do original para um fim específico. Junte-se a isso o fato de que, conforme aponta Hermans (1985, p.9, tradução nossa), “toda tradução implica um grau de manipulação do texto fonte para um determinado objetivo”.2E é justamente essa lacuna que parece dar margem para que ocorram manipulações ideológicas na prática tradutória. A respeito desse tema, Fawcett (2005, p. 110, tradução nossa) pontua que,
 
[...] na atmosfera científica e tecnológica do início e metade do século vinte, houve por um tempo o sentimento de que a teoria linguística tinha fornecido uma base “científica” para situar a tradução de uma forma que deveria tornar a manipulação ideológica uma coisa do passado.3
 
 Parece então que, na época mencionada por Fawcett, havia já um certo reconhecimento de que a presença de ideologias em textos traduzidos é uma realidade. No entanto, temos de admitir que seria ilusório esperar que o avanço na área dos estudos da linguagem fosse capaz de inibir a inserção de ideologias, não em todos, mas em determinados discursos escritos traduzidos. Pelo contrário, o que se tem notado é que as teorias linguísticas podem servir de metodologia legítima para revelar as manipulações ideológicas que têm acompanhado a tarefa tradutória em diversas medidas.  A propósito, Hatim e Mason (1990, p. 161, tradução nossa) postulam que “as ideologias encontram sua mais clara forma de expressão na linguagem” e que “o conteúdo do que fazemos com a linguagem reflete ideologias em diferentes níveis: léxico-semântico e sintático-gramatical".4 Seguindo esse mesmo raciocínio, Chagas (2010, p. 7) destaca que “toda manifestação da linguagem traz consigo uma ideologia”.

 Partindo desse pressuposto, parece razoável admitir que qualquer texto submetido a um processo tradutório traga marcas ideológicas em alguma medida, já que fica difícil não concordar que toda tradução, da mesma forma que o texto original, é uma autêntica manifestação linguística, apesar de que devemos tomar o devido cuidado para não generalizar e concluir precipitadamente que toda tradução é dotada de manipulações ideológicas. Um dos fatores que parecem contribuir para a presença de ideologias na prática da tradução é apontado por Lefevere (1992, p. 39, tradução nossa), o qual observa que, “em cada nível do processo tradutório, pode ser demonstrado que, quando questões linguísticas entram em conflito com questões de natureza ideológica e/ou poética, essa última tende a prevalecer".5 No universo da tradução da Bíblia, Gabel e Wheeler (2003, p. 218) dizem que,
 
[...] sempre que os textos hebraicos6 ou gregos7 não são claros ou são ambíguos – quando palavras e expressões do original podem legitimamente ter qualquer dentre vários sentidos –, os tradutores com um compromisso religioso específico estão propensos [...] a escolher um sentido que se conforme com a sua concepção e com a do público a que o trabalho se destina.
 
Sendo assim, essa, digamos, “ambiguidade pragmática” apontada por Lefevere e Gabel e Wheeler pode ser a ponte para a inserção de uma determinada ideologia em um discurso traduzido, seja ele religioso ou não. Conforme sugere Bassnett (2003, p. 107), ao apresentar o conceito de tradução defendido por John Dryden (1631-1700) e Alexander Pope (1688-1744), é possível que a manipulação ideológica na prática tradutória tenha a ver com um “elemento que transcende a questão do debate entre excesso de fidelidade e liberdade excessiva, que é a questão do dever moral do tradutor para com o seu leitor contemporâneo”. 

Deste modo, quando se assume que o tradutor também é condicionado pelo dever moral que tem de cumprir para com o seu leitor, parece então que está sendo revelada aí uma faceta política da prática tradutória, ou seja, a da tradução como reescrita a serviço do poder, que nada mais é do que uma das formas pelas quais a manipulação ideológica ocorre, a qual Lefevere (1992, p. vii) afirma possuir um lado positivo e um negativo:

[...] (re)escrita é manipulação, realizada a serviço do poder, e, em seu aspecto positivo, pode ajudar no desenvolvimento de uma literatura e de uma sociedade. As reescritas podem introduzir novos conceitos, novos gêneros, novos recursos, e a história da tradução é também a história da inovação literária, do poder formador de uma cultura sobre outra. Mas a reescrita também pode reprimir a inovação, distorcer e controlar.

Além disso, é digno de nota que Lefevere e Bassnett (1990, p. 10) associam a atividade tradutória à manipulação partindo do pressuposto de que a tradução é uma reescrita de um texto produzido em um outro contexto sociocultural e que, como toda reescrita, independentemente da intenção com que foi produzida, reflete uma ideologia e uma poética. Em outras palavras, uma reescrita, se assumida como sendo a reformulação em um novo contexto de algo já dito em outro, pode muito bem ser manipulada e fundada em juízos de valor, sendo, portanto, um palco propício de relações de poder para uma determinada ideologia entrar em cena.

2. Os impactos na tradução da Bíblia
 
 Vieira (1996, p. 146), quando elenca os papéis da tarefa tradutória, diz que a tradução, além de preencher uma necessidade, pode exercer um importante papel na luta entre ideologias e poéticas rivais. No âmbito da tradução da Bíblia, apesar de haver indícios de que havia conflitos dessa natureza já nos primórdios do Cristianismo, quando os primeiros estudiosos cristãos passaram a usar a Septuaginta8dos judeus para comprovar uma potencialmessianidade de Jesus de Nazaré, os fatos apontam que os conflitos ideológicos envolvendo traduções da Bíblia começaram a se intensificar na Idade Média. Segundo informa Norton (1984, pp. 61-3, tradução nossa), citado em Fawcett (2005, p. 108), a atividade tradutória também.

[...] era usada nas linhas de batalha da teologia: os teólogos de Francis I [1494-1547] da França se opunham às traduções literais do

Antigo Testamento porque elas agradavam a tradição judaica no que diz respeito a leituras não alegóricas que iam contra a tradição cristã.
 
 Uma situação análoga aconteceu em pleno século do grande boom da Reforma Protestante, quando começavam a aflorar as traduções da Bíblia para as línguas vernáculas. Em 1561, o teólogo Friedrich Staphylus (1512-1564), exprotestante reconvertido ao Catolicismo, publica uma crítica ferrenha à tradução da Bíblia feita por Martinho Lutero, um dos principais ícones do Protestantismo. Staphylus cita e analisa várias passagens bíblicas retiradas da tradução de Lutero, revelando as supostas ideologias luteranas que estariam por detrás delas. É de se notar que Staphylus (2012, p. 321) constrói uma argumentação centrada na tese de que o reformador de Wittenberg
 
[...] adulterou terrivelmente o texto em centenas de passagens, fazendo acréscimos em algumas delas, dilacerando outras, enfim, mutilando ou enxertando as Escrituras de modo a dar um lastro de sua doutrina luterana e pintar com belas tintas as mais horrendas heresias. [...E]le a seu bel-prazer manipulou toda a Bíblia Sagrada, saqueando-a, furtando-a, conspurcando-a ou subvertendo-a.
 
 É possível que o que tenha dado “liberdade” a Lutero para supostamente inserir seus pontos de vista, detectados por Staphylus, em determinadas passagens bíblicas foi o fato de o reformador de Wittenberg, conforme observa Furlan (2006, p. 93), ter feito sua tradução levando em conta uma teoria tradutória retórica e de estilo popular, “não com fins puramente estéticos, mas sobretudo comunicativos”. Quando temos em mente que Lutero é um homem do Renascimento, então fica fácil perceber que ele não agiu deste jeito apenas por agir, mas certamente porque o momento histórico estava pedindo um procedimento tradutório renascentista e comprometido ao máximo com o contexto histórico que estava sendo vivido.  No século seguinte (XVII), podemos notar que ocorreu uma outra controvérsia envolvendo traduções da Bíblia, quando o rei James I da Inglaterra encomendou uma tradução desse livro religioso para o inglês, a princípio para ser usada em prol da Igreja Anglicana.

  Essa versão,10 que viria a se chamar King James Version, tornou-se muito famosa e é publicada até os dias de hoje, sendo a tradução oficial da Bíblia adotada por uma boa parte das igrejas protestantes de fala inglesa. No prefácio da edição brasileira do Novo Testamento King James – Edição de Estudo (2007, p. 7), encontramos o seguinte: “planejada inicialmente a pedido do rei Tiago [James], por volta de 1607, a King James era um trabalho para corrigir alguns 'excessos Calvinistas' observados na tradução da Bíblia de Genebra”. De acordo com Barnstone (1993, p. 214, tradução nossa),
 
[...] ao declarar a necessidade de uma nova versão, James atacou a Bíblia de Genebra [...] como sendo a pior tradução. As razões dele eram provavelmente mais políticas do que estéticas. Ele era contra as notas calvinistas na Bíblia de Genebra, o que a tinha tornado inaceitável para os líderes da Igreja Anglicana, e não permitiu nenhuma nota na nova versão.11
 
 Como se vê, as traduções da Bíblia tinham (e tem) o poder de transportar atitudes ideológicas específicas. O caso acima se torna justificável quando se leva em conta que a Bíblia de Genebra, publicada pela primeira vez em 1560, foi produzida em contexto onde predominava a visão teológica de João Calvino, outro marco da Reforma Protestante.  Além desse episódio, Barnstone (1993, pp. 209-10) cita um outro exemplo de conflito ideológico propiciado pela tradução da Bíblia naquela mesma época. Esse autor aponta que alguns estudiosos católicos, ainda meio que contrariando a liderança da Igreja, sentiram-se obrigados a produzir versões populares da Bíblia em língua vernácula, a fim de reagir contra as edições protestantes que estavam aumentando cada vez mais. Uma dessas versões católicas foi a Douai-Rhemes, cujo Novo Testamento veio a público em 1582, e o Antigo Testamento, em 1609. Mas a contrarreação do protestantismo foi quase imediata: em 1583, William Fulke, em um fólio de sua autoria, publicou o seguinte acerca do Novo Testamento da versão Douai-Rhemes, conforme transcrito por Barnstone (1993, p. 210, tradução nossa):
 
[...] o texto do Novo Testamento de Jesus Cristo, traduzido do latim : vulgar pelos papistas do Traiterous Seminarie de Rhemes, contendo comentários nos livros e capítulos e apontamentos que pretendem revelar as corrupções de diversas traduções e esclarecer as controvérsias dos dias atuais.12
 
E há muitas e boas razões para crer que hoje em dia a situação não mudou. Pelo contrário, os fatos revelam que o conflito está mais vivo do que nunca. Por causa da atual facilidade de acesso à Bíblia e do surgimento de novos grupos religiosos que, em tese, constroem sua base doutrinal a partir dessa obra, não é de se admirar que suas leituras tenham se ampliado grandemente, gerando, em vários casos, interpretações bastante antagônicas. Dada essa divergência, não é de se estranhar que atualmente existam traduções bíblicas feitas para transmitir não apenas o conteúdo do texto fonte, mas também o posicionamento doutrinal de cada grupo religioso acerca do seu texto fundador.
 
3. Análise das traduções de Lucas 23:43
 
 Hoje em dia, nas línguas modernas, não há dúvida de que a pontuação é um aspecto muito importante na construção do significado do discurso escrito. Há ocasiões em que a falta de um sinal gráfico ou sua inserção em diferentes lugares de uma sentença pode mudar totalmente o sentido. No que diz respeito à forma original do texto da Bíblia, mais especificamente à do Novo Testamento, Ehrman (2006, p. 58) informa que
 
[...] um dos problemas com textos gregos antigos (o que incluiria todos os escritos cristãos mais primitivos, incluindo os do Novo Testamento) é que, quando eram copiados, não se usavam marcas de pontuação, não se fazia distinção entre minúsculas e maiúsculas e, o que é ainda mais estranho para leitores modernos, não havia espaços de separação entre as palavras. Esse tipo de escrito sequencial é chamado de scriptuo continua e, é claro, muitas vezes, podia dificultar ler (nem falemos em entender) um texto.

Partindo desse pressuposto, vejamos como Lucas 23:43 aparece nos mais antigos manuscritos gregos do Novo Testamento:
 
ΚΑΙΕΙΠΕΝΑΥΤΩΟΙΗΣΟΥΣΑΜΗΝΛΕΓΩΣΟΙΣΗΜΕΡΟΝΜΕΤΕΜΟΥΕΣΗΕΝΤΩΠΑΡΑΔΕΙΣΩ
 
A tradução literal, sem espaçamento, fica assim:
 
DISSELHEJESUSEMVERDADEDIGOATIHOJEESTARASJUNTOAMIMNOPARAISO
 
Com espaçamento, mas sem pontuação:
 
DISSE LHE JESUS EM VERDADE DIGO A TI HOJE ESTARAS JUNTO A MIM NO PARAISO
 
 Antes de apresentarmos a análise das traduções dessa passagem, é necessário termos em mente alguns pressupostos teóricos, pois é a partir deles que ficaremos sabendo que a pontuação do texto de chegada de uma Bíblia traduzida pode servir de recurso para expressar uma crença específica.  Lucas 23:43 é parte do relato dos últimos momentos de Cristo na cruz. A narrativa deste evangelho diz que foram crucificados dois ladrões ao lado dele, um à direita, e outro, à esquerda, os quais também tinham sido condenados à morte. Enquanto um dos ladrões desafia Cristo a salvar a si mesmo e aos dois, já que ele afirmava ser o Messias, o outro o repreende, dizendo que eles são merecedores daquela punição, ao contrário do nazareno. 

Em seguida, o ladrão arrependido pede que Cristo se lembre dele ao entrar no seu reino, ao que ele obtém, como resposta, o que está registrado em Lucas 23:43. Uma análise mais profunda da sentença, levando em conta a maneira como aparece nos manuscritos gregos mais antigos do Novo Testamento, ou seja, sem pontuação, mostra que ela é ambígua em sua forma, pois não há como saber ao certo se o advérbio “hoje” diz respeito ao verbo "dizer" ou ao verbo "estar".  Sendo assim, estamos diante de um detalhe que faz toda a diferença, já que o sentido será determinado pela alternativa que for considerada: se assumirmos que "hoje" está modificando o verbo "estar", Cristo está prometendo ao ladrão

arrependido que naquele mesmo dia os dois estariam no paraíso. Por outro lado, quando se assume que é o verbo "dizer" que está sendo modificado, então a sentença passa a ter outro sentido, a saber, que o nazareno está apenas prometendo ao ladrão, naquele dia, que ambos estarão no paraíso, não havendo, assim, especificação de quando isso acontecerá. Deste modo, não há como saber ao certo o que o versículo está dizendo se não for atribuída uma pontuação à sentença.  De acordo com Soares (2008, p. 143), as principais edições críticas em grego13 do Novo Testamento hoje disponíveis empregam uma vírgula antes do termo “hoje”. Ou seja, tais edições parecem assumir que a passagem deve ser interpretada como uma promessa de que era naquele mesmo dia que o ladrão estaria com Cristo no paraíso. 

 No que diz respeito ao tema da morte, há muita discussão no seio do Judaísmo e do Cristianismo sobre a condição do ser humano depois de morrer. A crença tradicional é a de que, após o cessar da vida, a alma permanece consciente em um lugar provisório, aguardando para ser ressuscitada no fim dos tempos, quando receberá o veredito de para onde irá definitivamente. Em contrapartida, há teólogos que assumem a direção oposta, defendendo que, ao morrer, o ser humano entra em uma espécie de sono, em que sua alma deixa até mesmo de existir, sendo que ele/ela só voltará a ter consciência das coisas quando for ressuscitado(a) no fim dos tempos. No meio acadêmico teológico, essa doutrina que se opõe ao pensamento tradicional é chamada de "aniquilacionismo" ou "sono da alma". Feita essa explanação, vejamos agora como os tradutores do corpus em estudo traduziram a passagem:
 
TNMES (1986, p. 1228)
 
E ele lhe disse: “Deveras, eu te digo hoje: Estarás comigo no Paraíso.”
 
TEB (1994, p. 2032)
 
Jesus lhe respondeu: “Em verdade eu te digo, hoje, estarás comigo no paraíso.”
 
TJFA (2006, p. 1033)
 
E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás

 
 
 
In-Traduções, ISSN 2176-7904, Florianópolis, v. 6, n. 10, p. 81-99, jan./jun. 2014.
93
 
comigo no Paraíso.
 
TBH (2009, p. 680)
 
E disse-lhe YE’SHUA: Em êmeth te digo hoje, estarás comigo no Paraíso.
 
TMBM (2010, p. 1381)
 
Jesus respondeu-lhe: “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso.”
 
 
 Como podemos perceber, a TJFA e a TMBM condizem com a interpretação tradicional da passagem. Por outro lado, a TNMES e a TBH, ao terem inserido, respectivamente, dois pontos e uma vírgula após o advérbio "hoje", fazem com que o versículo assuma um viés aniquilacionista, visto que o posicionamento do sinal gráfico de pontuação neste lugar parece fazer a ênfase recair no momento da promessa, o que pode obscurecer (e até mesmo eliminar) a ideia de que o ladrão permaneceria consciente após morrer. Sendo assim, os tradutores da TNMES e da TBH pontuaram Lucas 23:43 de uma maneira diferente da usual por serem, ao que parece, adeptos do aniquilacionismo, e, como acabamos de ver, a pontuação tradicional pode conflitar com esse pensamento. 

 

 Passando agora para a TEB, nota-se que seus tradutores, de certo modo, conseguiram manter no texto de chegada a ambiguidade formal dos manuscritos antigos do NT, pois parece que a colocação do termo "hoje" entre vírgulas descaracteriza a função sintática de advérbio de tempo e transforma o vocábulo em um adjunto adverbial deslocado que agora parece estar se referindo a toda a sentença, e não mais a um verbo específico. Isso torna impossível saber com certeza pelo texto da TEB se seria naquele mesmo dia que o ladrão estaria com Cristo no paraíso ou se em algum outro momento.

 

 A propósito, visto se tratar de uma tradução ecumênica, que procura a unidade na diversidade, é natural que a TEB tente ficar neutra nas passagens que causam divisão entre os credos, e vemos que este objetivo está claramente refletido na sua tradução de Lucas 23:43, o que indica que os tradutores certamente tinham conhecimento da controvérsia exegética envolvendo a passagem.

 

Enfim, não há dúvidas de que Lucas 23:43 é uma passagem polêmica, em que uma doutrina inteira pode ser construída ou desfeita pela pontuação no texto de chegada.
 
Considerações finais
 
 Diante do exposto, cremos ter conseguido mostrar, através do excerto aqui analisado, que as traduções da Bíblia atualmente disponíveis não estão imunes aos pontos de vista dos tradutores, pois vimos que elas de fato tendem a conter marcas ideológicas em passagens específicas. Sendo assim, a forma como uma determinada frase, expressão ou palavra do texto fonte é traduzida, bem como a maneira como o texto de chegada é pontuado, pode conduzir os leitores a interpretar o texto bíblico de acordo com as tendências ideológicas do grupo religioso que patrocinou a tradução. Obviamente, por questões de espaço, foi possível prover apenas um vislumbre dessa complexa e polêmica questão. 

No entanto, não podemos deixar de mencionar que existe a dúvida de que se a manipulação ideológica presente em determinados trechos de uma Bíblia traduzida é consciente ou é uma mera reprodução inconsciente do meio em que o tradutor está inserido. Ou seja, não há como saber ao certo se o tradutor que insere ideologias em uma tradução da Bíblia está agindo por si só ou reproduzindo um sistema que recebeu inconscientemente. Seja como for, é certo que uma investigação sistemática pode revelar as complexas e nem sempre explícitas escolhas idiossincráticas dotadas de implicações ideológicas que podem ser encontradas em alguma medida em uma Bíblia traduzida.

Partindo desse princípio, o fiel deve estar ciente de que está tendo acesso à mensagem que fundamenta a sua fé não através da fonte primária (texto original), mas através de uma fonte secundária (tradução) que esteve sujeita a ruídos e interferências, o que nos leva a crer que não existe uma tradução melhor da Bíblia em termos absolutos, nem uma que possa ser colocada no pódio. Existem, sim, boas e aceitáveis traduções feitas por diversos segmentos religiosos, porém todas estão suscetíveis aos mesmos problemas de ordem tradutória que parecem ocorrer não só com textos religiosos, mas com todos os gêneros textuais.

 

Porém, devemos ter em mente que os problemas e as limitações das Bíblias traduzidas não nos autorizam a menosprezá-las, pois é fato que todas têm seu valor, já que a deficiência de uma em um determinado aspecto pode ser compensada pela satisfatoriedade de outra nesse mesmo aspecto. Sendo assim, parece sensato admitir que as muitas versões da Bíblia atualmente disponíveis não deixam de ser uma ferramenta estratégica, especialmente para quem não domina as línguas originais, já que, por intermédio de uma leitura comparada, as lacunas de umas podem ser preenchidas pela aceitabilidade de outras, a ponto de ser possível alcançar, ainda que virtualmente, uma tradução aceitável de toda a Bíblia.

 

Pequeno complemento do tema supra :  As Mudanças para justificar a teologia da trindade:
 

a-) Batismo em nome da trindade:

Mateus 28 : 19 – "batizando-as em nome do pai, do filho e do espírito santo"

A bíblia de Jerusalém em sua nota marginal diz: “é possível que, em sua forma precisa, essa formula reflita influência do uso litúrgico posteriormente fixado na comunidade primitiva. Sabe-se que o livro de Atos dos apóstolos fala em batizar “no nome de Jesus“ conforme Atos 1:5, 2:38, 8:12, 8:16, 10:48, 19;5, romanos 6:3, gálatas 3:27. Mais tarde deve ter-se estabelecido a associação do batizado em nome da trindade”. Os textos que falam da trindade na bíblia foram acrescentados para justificar a teologia da trindade, esses textos são acréscimos de Jerônimo na vulgata latina no século V, antes do século V nenhum manuscrito grego traz os textos.

Bíblia Peshita texto em aramaico do século III traduzido para o português

Mateus 28:19 - "portanto ide, fazei talmidim (discípulos) em todas as nações em meu nome"

O evangelho de Mateus do rabino Baal Shem Tov e os evangelhos aramaicos e siríaco-aramaico e o evangelho hebraico de Mateus da versão de Shem Tov omite a frase, este evangelho de Mateus foi encontrado com um rabino no século 16 por isto leva o nome do rabino Baal Shem Tov, embora Dutillet, Munster e Quin-Quarbus a incluam.

 

b-) Parêntese Joanino acréscimo da vulgata latina de são Jerônimo:

I João 5:: 7- "porque são três os que testificam no céu: o pai, a palavra e o espírito santo; e estes três são um.8- e três são os que testificam na terra: o espírito, e a água, e o sangue; e estes três concordam num"

A passagem acima chamada pelos pesquisadores textuais de o parêntese Joanino (I João 5:7-8) encontrado nos manuscritos da vulgata latina, mas não na vasta maioria dos manuscritos gregos, essa passagem que foi, por muito tempo, a predileta entre os teólogos cristãos, dado que é a única passagem na bíblia inteira que delineia explicitamente a doutrina da trindade, segundo a qual há três pessoas na divindade, com todas as três constituindo um só Deus.

Trata-se de uma passagem misteriosa, mas inequívoca em seu apoio aos ensinamentos tradicionais da igreja de Roma sobre o “Deus trino que é um”. Sem esse versículo, a doutrina da trindade deve ser deduzida pelo raciocínio de uma série de passagens combinadas para mostrar que Yeshua é Deus, assim como o Espírito é separado do Pai, e que há, não obstante, um só Deus. Essa passagem, por seu turno, afirma a doutrina direta e sucintamente.

    Mas nos nossos melhores manuscritos se lê: “pois há três que dão testemunho: o espírito, a água e o sangue, e esses três são um”

Para onde foram “o pai, o verbo e o espírito santo?” Eles simplesmente não figuravam no manuscrito primário de Erasmo que foi o primeiro a editar e publicar o novo testamento grego em 1515, e não consta em nenhum dos demais manuscritos dos séculos I e II que ele consultou. Por isso, naturalmente, ele os deixou de fora de sua primeira edição do texto grego.

Para justificar a teologia da trindade foi feito este acréscimo também por Jerônimo na vulgata latina no século V – antes disto nenhum manuscrito traz o texto que foi alterado na vulgata latina.

 

 As alterações nos textos do NT envolvendo mulheres:

 

Uma das mais importantes passagens na discussão contemporânea sobre o papel das mulheres na igreja encontre-se em I Corintios 14:33-36. A passagem, tal qual traduzida na maioria das edições modernas da bíblia, diz o seguinte: - I Corintios 14: 33 "porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos. V.34 as mulheres estejam caladas nas igrejas; porque lhes não é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. V.35 e, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é indecente que as mulheres falem na igreja. V.36 porventura saiu dentre vós a palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós?

A passagem parece ser uma proibição direta: as mulheres não devem falar (não podem ensinar) na igreja, muito semelhante à passagem de I Timoteo 2:11-15. Como vimos, contudo, os pesquisadores estão convictos de que Paulo não escreveu a passagem de I Timóteo 2:11-15, porque ela ocorre em uma carta que parece ter sido escrita por um seguidor de Paulo de segunda geração, que teria atribuído a carta ao apóstolo. Mas não há dúvidas que Paulo tenha escrito I Corintios. Contudo, pairam dúvidas sobre essa passagem. Pelo que se sabe, os versículos em questão (34-35) estão embaralhados em alguns de nossos mais importantes testemunhos. Em três manuscritos gregos e em alguns testemunhos latinos, eles não se encontram aqui, depois do versículo 33, mas depois do versículo 40.

A bíblia de Jerusalém diz assim em sua nota de rodapé: “Os versículos 34-35, que alguns manuscritos colocam depois do versículo 40, são acréscimos pós Paulino.”

Esse deslocamento de texto em vários manuscritos levou alguns pesquisadores à conclusão que esses versículos não foram escritos por Paulo, mas originados de uma espécie de nota marginal acrescentada por um copista, provavelmente influenciado por I Timoteo 2:11-15.

Precisamos analisar brevemente várias outras mudanças textuais semelhantes. Uma delas ocorre em uma passagem que já mencionei, Romanos 16:7, na qual Paulo fala de uma mulher, Júnia, e de um homem, que devia ser seu marido, Andrônico, aos quais o apostolo se refere como “apóstolos eminentes” (versículo 7). Trata-se de um versículo significativo, porque esse é o único lugar no Novo Testamento no qual uma mulher é citada como apóstola. Os interpretes ficaram tão impressionados com esse trecho que muitos deles passaram a sustentar que ele não podia significar o que dizia, para, desse modo, poder traduzir o versículo como chamado "Junias", que, juntamente com seu companheiro, Andrônico, era elogiado como apóstolos. O problema com essa tradução é que, enquanto Júnia era um nome feminino muito comum, não há indicio no mundo antigo de “Junias” como um nome masculino. Paulo está se referindo a uma mulher chamada Júnia, mesmo que alguns tradutores bíblicos modernos (dê uma olhada na sua bíblia!) Continuem a se referir a essa apóstola como se ela fosse um homem chamado Júnias.

A diferença é tão sutil que as pessoas quase não percebem. Voltando ao estudo: alguns copistas também devem ter tido dificuldades em atribuir apostolicidade a essa mulher desconhecida e, por isso, fizeram uma sutil mudança no texto para evitar o problema. Em alguns de nossos manuscritos, em vez de dizer: “saudai Andrônico e Júnia, meus parentes e companheiros de prisão, eminentes apóstolos”, o texto é mudado para se tornar mais fácil de traduzir:

   Romanos 16:7 - “Saudai Andrônico e Júnia, meus parentes; saudai também meus companheiros de prisão, apóstolos eminentes”

Com essa mudança textual acrescentada, ninguém precisa mais se preocupar com o fato de uma mulher ser citada em meio ao grupo apostólico de homens, puro preconceito contra as mulheres.

 

   CONCLUSÃO:

 

A Palavra de D'us se interpreta por si só, ela não precisa que ninguém dê a sua versão ou interpretação particular(II Pedro 1:20), um leitor atento e sem tendenciosidades religiosas perceberá as variações textuais contidas nestes acréscimos quando lidos em conjunto com o corpo de todo contexto, são de fácil percepção, um, exemplo disso é o acréscimo de Mateus28:19 onde Yeshua supostamente ordena os discípulos a batizarem em nome de uma "trindade", quando que, nos períodos seguintes NENHUM discípulo seguiu a risca esta suposta recomendação de Yeshua, muito pelo contrário, todos os batismos registrados em Atos dos Apóstolos foram realizados em Nome de Yeshua apenas, uma prova textual e verídica da própria Escritura que aquela ordem do Mestre trata-se de uma invenção puramente humana, para desviar os crentes posteriores da Verdadeira Fé que uma vez foi entregue aos santos(Judas 1:3).

Por isso, este artigo foi escrito para trazer a verdade dos fatos e não para por em dúvida a Palavra de D'us, mas para mostrar que devemos mais do nunca voltarmos as Veredas Antigas, e buscarmos pelos antigos Caminhos, Restaurarmos nossas vidas, fazendo a Teshuvá, o Retorno à Fé do primeiro Século.

 

"Assim diz o Eterno: Ponde-vos à margem no caminho e vejam, indagai pelas Veredas Antigas, qual é o Bom Caminho e andei por ele e achareis descanso para as vossa alma; mas eles dizem: não andaremos"(Jeremias 6:16)

 
Rosh: Marlon Troccolli
 

 


 Tema : Restauração  

 

Certa vez um dos meus alunos , fez esta indagação : " Como é que D'us tem cumprido sua promessa de restauração em sua amada Igreja ? "

Esta é uma  indagação  existente nos corações de muitos filhos de D'us ; Pessoas que amam  , com toda sinceridade o mover da restituição.

Algo curioso ao estudarmos o processo de restauração , é que D'us tem restituido sua verdade , quase na mesma medida, ou ordem em que a Igreja perdeu,ou seja , no mesmo tempo   de periodo em que demorou , a Igreja primitiva a sucumbir , D'us tem usado o mesmo espaço de tempo para restituir seu povo.

João 18:15-17,25-27=Pedro negou YEHUSHUA três vezes , por isso seu processo de restauração , precisou ter três fases ( João 21:15-17 ) , devido as três etapas de sua queda , de seu declinio espiritual . Assim também ocorreu com a Igreja , nas etapas de sua restauração precisou do mesmo periodo para se recompor.

2 Cron.36:21= Israel passou 70 anos no cativeiro , porque desobedeceu a Hashem70 anos , não sendo fiel ao ano Sabatico ; o Senhor sempre usa o mesmo tempo de duração , tanto para castigar , como para restaurar e curar .Outro exemplo é o de Moisés  que passou por três etapas de 40 anos para ser restaurado .Este mesmo procedimento D'us usou com sua amada Igreja . Hoje , nós do século vinte e um , nos encontramos no final deste periodo , o tempo da restauração de todas as coisas profetizadas pelos Profetas . ( Atos 3:20-21 )

Em Daniel 9:1-3=nos ensina que devemos orar e buscar a restauração , mas para que isto aconteça precisamos entender melhor , ter uma visão mais ampla e abrangente deste porvir profetico .Entre os Profetas menores , como também entre os considerados maiores , Joel nos dá um quadro mais claro e vivido da restauração,Joel nos apresenta uma visão profetica do que D'us irá fazer nos ultimos dias .

Ao iniciar sua palavra profetica ( Joel 1:1-4 ) ele resume , ou dá um curto súmario , do que aconteceu em relação a perda das verdades do Eterno em Israel , ao usar  o estagio de desenvolvimento do gafanhoto . embora possa ser interpretada literalmente , se referindo a um fato real , também tem uma exegese mistica , com relação a nação de Israel , como a Igreja de YEHUSHUA , e sua degradação , tanto moral, ético e espiritual .Joel retrata de forma implícita o declinio da Igreja , a perca das verdades , como sendo o despojamento da folhagem , devido , ao processo da metamorfose de um inseto.

 

Ele nos diz que a lagarta comeu; A lagarta é o segundo estagio, é aquele em que a larva sai do ovo , e pula para a vegetação mais próxima .Neste período é apenas um minúsculo verme que come pouco, entretanto à medida em que se alimenta da vegetação , seu apetite aumenta .

Tanto que nos primórdios de sua existência , à distancia uma pessoa pode nem ser capaz de analisar o efeito devastador deste inseto imigrador.

Quando um agricultor não liga para este pequeno verme , achando insignificante , e perca de tempo , e não pulveriza a plantação , ira no futuro recolher frutos trágicos , e um prejuízo quase que irrecuperável .No campo espiritual aconteceu isto com a Igreja , o verme da heresia, da quebra de princípios que D'us havia estabelecido , produziu uma devastação horrível na Igreja ; Os gafanhotos , os demônios comeram , roubaram tudo aquilo que YEHUSHUA entregará a sua Igreja.

Foi quase  um milênio e meio de destruição e decadência tanto moral como espiritual.Se deixarmos que este pequenino verme passar desapercebido , em nossas vidas individuais , ou coletivamente na Igreja , causará grandes problemas , pois a lagarta dá lugar ao gafanhoto que vive nas folhas mais tenras da Assembléia dos Santos.

Ele destrói o melhor da Igreja , que é justamente as vidas , as pessoas são feridas em seu espírito , na sua alma, na integridade , é uma destruição completa, e até o corpo é afetado por este demônio devastador.

Joel 1:4= depois do gafanhoto , vem a locusta.A locusta é um pouco maior do que o seu antecessor , e seu apetite logicamente é muito maior ainda.

E para poder saciar sua fome, ele destrói maiores áreas de vegetação verde , trazendo miséria e fome ao homem , ou nação.Isto nos mostra um nível maior de autoridade demoníaca , se permitirmos que demônios nos influenciam , estamos abrindo brechas para a infiltração de seres malignos , no mundo espiritual , de maior nível na hierarquia demoníaca , o qual causará maiores danos na vida da Igreja, e de nosso País.

A locusta não apenas come as folhas , mais perfura a casca , a casca se refere ao intimo de uma planta, ou o nosso coração, que é a fonte de toda  vida.Em provérbios 4:23 diz :Quarta o teu coração , conserva-o puro e reto perante o Senhor, não permitas que a locusta penetre nele , e o destrua completamente.

Tristemente os irmãos da Igreja Primitiva , não guardaram  seus corações , sua saída de vida ; Eles deixaram a locusta perfurar e corromper , até se afastarem por completo do caminho do Senhor , e aderiram as heresias  vinda das seitas pagãs.

Esta devastação total , que levou a Igreja a era das trevas e ignorância teológica , foi o efeito do ultimo ciclo da locusta que é o purgão ,pois devora tudo , folha , casca, arvores inteiras , as videiras , enfim toda a vegetação ao seu redor , sem ter misericórdia .Ele deixou um rastro por trás de si de morte e pobreza,miséria ,e trevas em toda a terra  , denominada cristã ,(entre parênteses).

Este fato é triste , porque se não acabarmos de umas só vez com estas locustas , elas se multiplicarão , pois possuem um potencial tremendo de reprodução ( como as lebres).Como já relatei no prelúdio , no seu estagio embrionário , eles podem parecer inofensivos , mas elas tem todo o potencial de destruir vidas , que são preciosas para o Reino de D'us.

Esta era a condição que perdurou na Igreja até 1.500d.e.C,A arvore de D'us havia sido devorada pelos purgões , suas folhas foram despojadas de toda vida e beleza original, agora não passava de uma arvore seca e morta .

Entretanto havia uma palavra de restauração , que D'us faria brotar numa arvore qualquer , que ninguém dava nada por ela , uma flor iria nascer e gerar vida . iria restituir sua beleza original estabelecida pelo Pai Celeste ,se referindo a reforma protestante .

Isaias 35:1,2,7a =O profeta esta com os seus olhos da fé contemplando esta restauração , o profeta Joel , também teve uma visão profética , e se tornou o porta-voz da promessa de Adonai á Igreja ( Joel 2:23-26 ); D'us restituiria tudo em dobro a sua amada Igreja , tudo  aquilo que os insetos haviam comido.

Irmãos vamos clamar , e muito mais vamos entrar neste mover de D'us , permitindo que o sopro do Espírito Santo , restaure também nosso interior e família.

Que esta sumária mensagem possa despertar em nosso espírito, o desejo sincero e ardente , pela renovação espiritual e moral da irmandade evangelica genuína.


                  

 

        RESGATANDO  O PASSADO

 
 

        Á um ditado que diz : Recordar é viver , tendo este lema em vista , irei resgatar mensagens e estudos , que edificaram minha vida espiritual e ministerial no decorrer , dos meus trinta e cinco anos de conversação ao Messias Prometido pelas Escrituras Sagradas . Hoje irei transcrever , uma palavra do folheto " O Discípulo " do dia 10/09/1980 , intitulado -A natureza do messias em nós - A Mordomia .    

    obs: esta materia é de autoria do Pr. Luís Roberto Cascaldi , que foi o meu primeiro pastor , o qual sou grato por tudo que este homem de D'us , me ensinou , e despertou em meu coração o amor pela estudo das Escrituras Sagradas.

        A mordomia é uma chave que regerá toda nossa vida cristã . Está ensinada nas Escrituras desde Gênesis até Apocalipse ; O propósito da mordomia é fazer com que nós compreendamos que não somos donos do que nós temos , mas somos administradores ou mordomos  . Um dia teremos de prestar contas de nossa mordomia sobre todas as coisas que o Elohim nos dá.

        O que é um mordomo ?

    Mordomo é alguém que administra bens alheios ( no nosso caso , dos bens do Reino ) .Exemplo de um mordomo ;Gn39:1-6 ;Gn41:38-44 -José , filho de Jacó , foi administrador  de Pontifar e de Faraó ,ele tinha tudo de baixo do seu poder , mas não era dono.Ser mordomo inclui não só bens materiais , mas também o cuidado da esposa , do esposo , dos pais , dos filhos , a reputação do chefe e até sua propria vida . Servir a outros é mordomia.

     O Valor da Mordomia em nossa Vida:    

    1-Deixa de existir em nossa vida a diferença que nós fazemos entre atividades religiosas e seculares . veremos a mão de D'us em tudo , tanto no trabalho , como no lar , como na vida da igreja.

    2-Fará crescer a nossa responsabilidade , pois passaremos a ter mais cuidado com as coisas e pessoas que D'us coloca em nossas mãos.

    3-Seremos mais dependentes do Espirito Santo , pois veremos que de nós mesmos somos capazes de fazer nada.

     D'us é dono de tudo.

    Foi Ele quem criou o universo e todas as coisas que há na terra , e não pediu conselho a ninguém . Criou inclusive o Homem (Dt 10:14 , Sl24:1 ) . Aliás , o homem pertence a D'us três vezes.

    1-Por direito de criação:Deus o criou , e por isso o homem pertence a Yaho.

    2-Por direito de preservação: Ele preserva a nossa vida , e sem Ele já estaríamos mortos ( At 17:28 ).

    3-Por direito de redenção: YEHUSHUA nos salvou , nos tomando de volta das mãos do diabo , e nos dando o direito da vida eterna.

      Idéias humanas quanto à propriedade:

    1-Capitalista:ensina que os bens são do indivíduo e que este pode fazer com eles o que bem querer , sem dar satisfação a ninguém .

    2-Socialista:ensina que os bens são da sociedade , e o estado os administra.Ambas são contrárias à Bíblia , não podemos professar nenhuma destas idéias , as riquezas não são do indivíduo nem da sociedade .São de Deus; perante o trono de YAHUSHUA os homens deverão dar conta da sua mordomia ou administração.

    Adonai nos dá muitas riquezas aqui na terra:Riquezas Espirituais, Riquezas Intelectuais , Riquezas Físicas, Riquezas Cívicas , Riquezas Materiais ; Vamos analisar cada uma , e vermos como somos mordomos de tudo que D'us nos dá.

    A) Riquezas Espirituais.

    Devemos ser mordomos do nosso espírito , e saber serví-lo e alimentá-lo . Para isso D'us nos dá as riquezas espirituais.

      1-As Sagradas  Escrituras:

    João 5:39-temos aproveitado a liberdade que D'us nos dá de termos nossas Bíblias? Temos lido-a todos os dias , sozinho , em família , em estudos ,etc ? Como podemos fazer a obra de D'us senão lemos a Sua Palavra , estudando e buscando alimento , e direção para nossa vida?

    2-A Oração:

    É a nossa comunicação com o Senhor, sem oração , não crescemos espiritualmente ;Devemos orar todos os dias , buscando orientação para nossas vidas , e intercedendo em favor de outros.Devemos orar com entendimento , sabendo bem o que pedimos ao ETERNO UL HIM , e não por costume , só para cumprir com o dever ou consciência.

    Adonai quer um reino de sacerdotes , onde todos buscam a YAHUSHUA, se não orarmos , como poderemos ser sacerdotes ?

    Sempre arranjamos desculpas para não orar ; ou estamos muito ocupados , ou estamos muito cansados , ou com sono , ou doente , ou precisamo fazer a obra de D'us , etc . Muitos problemas e dificuldades que sobreveêm à nossa vida é simplesmente por falta de oração e de saber uma orientação de D'us para nossas vidas.

    3-O Espirito Santo: 

     Todos devemos ser cheios do Espirito Santo ,devemos aproveitar este poder que D'us deu às nossas vidas  , e trabalharmos  com Ele , e testificando , socorrendo , servindo , orando , etc . O Espririto Santo é o poder que Yaho nos dá para vivermos uma vida digna da sua vontade ,para um homem do mundo é muito difícil ser mordomo das coisas a das pessoas , mas para um messianico que tem o Espirito Santo é muito fácil , pois o poder vem Dele , e não de nós .Cumpramos a nossa parte , que Ele se encarrega do resto.

    D'us também nos dá os dons espirituais para sermos úteis na sua obra , temos sabido usar os dons ? Tem    os abusado deles? Temos guardado-os?

    4- A Igreja:

     A comunhão com os irmãos , as reuniões , o período que passamos juntos ,conversando, compartilhando , ouvindo , louvando a D'us , aprendendo da Palavra , estudando , etc , é uma riqueza espiritual que D'us nos dá.É um alimento para nosso espírito , como temos aproveitado essas reuniões ? Geralmente temos quatro reuniões juntos por semana .

    Você tem comparecido em todas ? Tem levado a família ? Tem comido da Palavra ? Tem chegadeo na hora ou mais cedo ? Tem saído logo que acaba ou ainda fica um pouco mais compartilhando ? Tem dormido durante os estudos Bíblicos , pregações , ou louvores?

     A alegria dos cultos depende da disposição de cada pessoa que participa dele ,nós somos a igreja .Se a igreja está fria é porque cada um está frio.

    Devemos aproveitar ao máximo as reuniões que temos , e procurar aprender nelas.Levemos outras pessoas conosco , para verem o que D'us está fazendo no nosso meio .Não nos deixemos vencer pela preguiça ou cansaço , mas vamos dar esse tempo a D'us ;lembre-se : OITO HORAS POR DIA É DO MESSIAS

    5-O Serviço:

    Todos os membros do Corpo de Iarrushua tem alguma função nesse corpo.Temos sabido servir aos outros como D'us quer de nós? Como temos servido no nosso lar? E na escola? E no trabalho ? Tudo que fazemos deve ser feito para D'US , e deve ser o melhor possível .A Palavra diz:"Sede servos uns dos outros, pelo amor." Se soubermos servir aos outros  , ajudando-os em tudo , sendo hospitaleiros sem murmuração, fazendo o serviço diário bem feito , procurando " quebrar o galho " dos outros , estaremos sendo mordomos , e assim estaremos nos enchendo do Espirito Santo , e a natureza de YAHUSHUA estará sendo formada em nós .

    Alguns exemplos de servidão nas Escrituras Sagradas :Mt 5 :16; 10:42 ;20:28 ; 25:31-46 -Mr 10:43,44 -João 13:14,15 -Gl5:13 ;6:2,9,10-Hb 6:10 ; 10:24 ;13:16 - IPd 4:9,10 - Ef 2:10 -ITm 6:18 . Alimentemos o nosso espírito , sendo mordomos , aproveitando ao máximo estas riquezas que D'us nos concedeu.

 

     MORDOMIA -CONTINUAÇÃO


     Vimos na materia supra sobre as riquezas espirituais ,nesta seção iremos enfatizar a mordomia na área ministerial , ou , Sacerdotal .Em Efesios capitulo quatro , temos a chave do corpo de YEHUSHUA em funcionamento normal , faremos algumas observações acerca de ministérios .
    1-Talentos e dons naturais e espirituais , desenvolvidos , geram ministérios.O talento que D'us te deu aproveita ao máximo para o corpo , não podemos utilizar os talentos naturais apenas para fazer a obra de D'us.Precisamos sim utilizar os ministérios que D'us nos dá através dos talentos.
    2-A vontade de D'us e o ministério que Ele nos dá é agradável para nós . O exercício de um ministério é sempre uma experiência que causa satisfação e alegria, se bem que as vezes a ocasião em que ela é praticado possa ser infeliz.Nunca fazemos forçados um ministérios que D'us nos dá;Devemos começar a praticar os ministérios que mais nos agradam , e D'us confirmará ou revelar Sua Vontade.
    3-Os ministérios precisam ser praticados , para se chegar a perfeição (2Tm1:6).Se não uso uma caneta , em breve ela para de escrever.
    4-Os ministérios não são para a nossa promoção ou orgulho pessoal , mas para o enriquecimento de outros ( 1Cor.12:7 ). o que faço para mim mesmo não tem tanto proveito como o que faço para YEHUA e para os outros.
    5-Os ministérios precisam ser reconhecidos pela igreja , em que congrega .Nunca podemos desprezar um sacerdócio que D'us levanta ; por outro lado , um sacerdócio também deve ter o reconhecimento da igreja para ser eficiente , aqui não estou me referindo a outro ministério , mas ao ministério do qual o sacerdote é membro .Vamos nos ajudar uns aos outros a descobrirmos nossos chamados ministerial.
    6-Devemos estar atentos a circunstâncias ou algo de novo que nos acontece , para descobrirmos novos ministérios que D'us possa querer nos dar .Se estamos caminhando na luz , tudo que acontece é propósito de D'us.
    7-Devemos buscar os melhores dons (1Cor.12:31 ; 12:11 ). Nós é que devemos buscar , para que D'us possa nos dar .Se formos acomodados e inativos , D'us não poderá nos conceder dons ou Sacerdócio , para que depois fiquemos parados.
    8-HASHEM nos dá exatamente os ministério que precisamos para edificação da sua igreja ,não há competições dentro do corpo do Messias. Procuremos descobrirmos nossos ministério dentro do corpo .D'us geralmente levanta sacerdotes variados , para que não haja disputa nem competições;Precisa haver unidade no corpo , e é através da diversidade de ministério que se manifesta a verdadeira unidade.
    9-Ninguém pode assumir um ar de superioridade e desprezar os ministérios de outros . Se alguém tem um ministério e nós temos vários , devemos reconhecer aquele um como algo indispensável para o crescimento da igreja. ( 1Cor.12:21-24 ). Os ministérios não são para a pessoa se exaltar ou se glorificar.
    10-Nenhuma denominação ou grupo possui todos os dons necessário para a obra que D'us deseja.Não devemos esperar que D'us levante todos os ministérios necessários apenas dentro do nosso grupo.Ele levanta o quadro total de sacerdotes na sua igreja de cada cidade.Ministérios que faltam na nossa congregação pode estar na outra.Devemos procurar a unidade da igreja na nossa cidade , todos os nascidos de novo que moram em nossa comunidade fazem parte deste corpo local.
    11-Os ministérios não se destinam apenas ao uso durante as reuniões , mas também na vida secular ( no lar , no trabalho , nos negócios ,na escola , nas outras cidades , etc, ) .
    12-O ministério é para a vida toda , se perseverarmos e formos fiéis aos que nos dá  o Eterno de Israel.
    13-YEHUSHUA ama a todos , e por isso concede ministérios à sua igreja , para que ela possa ser uma luz no mundo e alcançar os perdidos . É por isso que Ele nos dá ministérios e enche a nossa vida .Os edifícios das igrejas são hoje os lugares mais evangelizados do mundo. A idéia atual é que se deve  trazer os pecadores para dentro do salão de cultos para serem evangelizados.É como um campo de futebol onde 22 jogadores cansados precisam de descanso enquanto 22.000 nas arquibancadas assistindo precisam de exercício .AS reuniões em conjunto são para aprendermos da Palavra , e não apenas reuniões de evangelismo , curas e libertações , isto deve ser feito lá fora , no campo missionario.Tristemente na nossa realidade existem muitos com titulos de missionarios ( as) que na realidade não são , são apenas pregadores ambulantes que vão de igreja à igreja pregando para crentes , outros (as ) só ficam sentados nos  pulpitos de suas denominações .
    14-Efésios 4:11,12 - diz que os cinco ministérios de liderança na igreja são para equipar ou preparar os santos para o trabalho do ministério ( para o mundo ) e para edificar o corpo de YAHUSHUA (  a igreja ) .Leiamos Col.1:28 e Atos 19:8-10 Paulo ficava ensinando e os santos faziam a obra.
    15-Efésios 4:7-diz que o dom de D'us nos dá é para usarmos de acordo com o poder que está à nossa disposição . Se temos ao messias ressurreto como Senhor nos nossos corações e sabemos buscá-lo e ouví-lo , temos todo o poder necessário para usar os ministérios que Ele nos dá.
    16-Não é necessário uma personalidade forte , nem pensamento positivo e nem grande inteligência , mas sim o poder de ressurreição de YEHUSHUA operando em nós ( Fil 3:10 , Ef3:7,20,21 ) . Se aprendermos a viver pelo poder da ressurreição , podemos estar cheios de vida e de ânimo , quando tudo  e todos ao nosso redor estiverem mortos e sem vida. O poder do MESSIAS ressurreto operando em nós quebra todas as barreiras e dificuldades que nos sobreveem.O que falta hoje é aceitarmos isto como algo real e vivermos de acordo com essa experiência.
    17-Os ministérios são usados com humildade e com o ego crucificado , apenas com o vivo desejo de servir a outros ( Mt23:6-8 ) . Se faço as coisas ou sirvo alguém apenas  com o pensamento de cumprir com um dever , ou exaltar-me , ou receber recompensas , não tem valor algum . Tudo que fazemos deve ser em nome de Jesus , ou como se fosse para o proprio Senhor Yeshua , fazendo o melhor possível.
    18-OS ministérios , quando desenvolvidos , levam a uma comunhão perfeita no corpo de YAHO , e cumpre o que está escrito em Galatas 6:2.
   
OBS: Mudei alguns pontos , do estudo original , contudo a essência continua a mesma , pois são doutrinas bíblicas verdadeiras , o qual devemos praticar, para não sermos ouvintes esquecidos .Fiquem na paz Pr. Wagner Pileggi

 

TRANSCREVEREI UMA MENSAGEN DO IRMÃO  ZACHARIAS T. FOMUM , DA REVISTA  ARAUTO DA SUA VINDA INTITULADA : D'US É NOSSA SUFICIÊNCIA.


Normalmente, quando alguém recebe um ministério especifico do Senhor, virá junto um profundo senso de total indignidade e insuficiência para a tarefa. Fico abismado quando vejo pessoas brigando para ocupar um cargo espiritual, são cegas e totalmente inadequadas para o ministério, nem sabem do que se trata a obra de D'us.
Quando o Senhor chamou Moisés e lhe deu um encargo especial, as primeiras palavras que saíram dele foram : Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel ? ( Ex 3 : 11 ). Ele havia aprendido muito bem sua lição na escola da humilhação! Ele estava dizendo : Sou indigno, não sou apto para esta tarefa, está além da minha capacidade.
Aqueles que recebem um ministério da parte do Eterno, mesmo que seja de forma muito clara e confirmada, veem sua própria insuficiência . Podem ser muito dotados e ter diversos talentos, mas reconhecem que uma obra espiritual só pode ser realizada no poder do Espirito Santo. Métodos humanos e carnais, treinamento natural e técnicas do mundo fracassarão totalmente, os tolos correm para se candidatar aquilo que não são capazes de fazer.
Quando alguém vê a gloria de D'us, a magnitude do chamado e as elevadas e imutáveis exigências de um D'us Santo - e também toda sua própria fraqueza e insuficiência, ele exclama como Isaías : Ai de mim! Estou perdido! . Esse tipo de sentimento mostra que é a pessoa certa para o ministério, por quê? Porque tudo o que pode ser feito apenas com força e habilidade naturais ou com atributos meramente humanos não será realmente uma obra de D'us.
Quando alguém reconhece sua incapacidade, ele descobre que ministério espiritual só pode ser efetuado pela intervenção de D'us, derramando seu Espirito Santo, sem medida, por misericórdia. Tal pessoa passará a depender inteiramente do Senhor e pagará qualquer preço para que o próprio D'us opere em cada situação. Aqueles que confiarem em si mesmos ou que confiarem parcialmente no Eterno e parcialmente em suas próprias capacidades ,ou em alguma outra fonte de recursos não esprarão em D'us inteiramente e ,portanto, não verão a obra dele sendo realizada plenamente.
O poder espiritual  pertence ao Senhor ; aqueles que pagarem o preço o receberão, porque D'us está em todo lugar e responderá a quem quer que o busque. D'us chama as pessoas para tarefas impossiveis , Ele as chama para realizarem obras que nunca conseguiriam fazer por conta própria. Ele faz isso para que ,quando a tarefa for concluida, fique bem evidente que foi realizada pelo Eterno e não pelo homem.
Todo o necessario para realizar qualquer ministério ou encargo especifico para D'us está na presença do Senhor Yeshua. Yeshua é a dádiva de Hashem que inclui absolutamente todos os dons, todos os recursos, todas as habilidades e todo o poder. Se termos o Senhor em nossos corações não precisaremos de mais nada.
Observação : fiz algumas pequenas mudanças, que não afetaram o conteudo da palavra do amado irmão Zacharias T. Fomum. Que o Eterno continue abençoando o ministério do irmão, são os meus sinceros votos. Amém


 



        

  

 

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

    

    

    

    


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